Golpes no WhatsApp e Facebook crescem e Meta é notificada por órgão público no Brasil
A Defensoria Pública do Pará notificou a Meta exigindo mais rigor contra perfis falsos que se passam por autoridades e aplicam golpes financeiros nas redes sociais.

Criminosos usam a identidade de órgãos oficiais para enganar vítimas
A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA) notificou formalmente a Meta dona do WhatsApp, Facebook e Instagram por conta do aumento expressivo de golpes virtuais aplicados nas plataformas da empresa. A ação foi sugerida pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) e cobra da empresa medidas mais rígidas para identificar e remover perfis fraudulentos.
O padrão dos golpes é claro: criminosos criam perfis falsos usando a identidade visual de instituições oficiais logotipos, nomes de servidores reais e até o nome da própria Defensoria Pública para convencer as vítimas de que estão sendo contatadas por uma autoridade legítima. Em seguida, solicitam pagamentos via transferência bancária ou Pix, alegando pendências jurídicas urgentes.
Engenharia social no WhatsApp: uma ameaça real e crescente
Essa tática é uma variação clássica de engenharia social a mesma lógica do phishing, mas adaptada para o WhatsApp e o Facebook. A abordagem costuma incluir tom de urgência, ameaça de penalidades e informações aparentemente verdadeiras sobre a vítima, o que torna o golpe mais convincente.
Segundo a Defensoria, desde 2025 pelo menos 12 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, registraram casos semelhantes. No Pará, os casos cresceram tanto na Região Metropolitana de Belém quanto no interior do estado.
Um detalhe importante: as vítimas desses golpes geralmente já são pessoas de baixa renda que buscam assistência jurídica gratuita ou seja, quem mais precisa de proteção é quem mais está sendo prejudicado.
O que a Meta foi solicitada a fazer
A notificação pede que a empresa adote tecnologias capazes de identificar automaticamente perfis que se passam por órgãos públicos, além de criar um canal direto e ágil para denúncia e remoção dessas contas fraudulentas. Questionada, a Meta informou que não se pronunciará sobre o caso.
Como se proteger agora
Independentemente de qualquer ação das plataformas, algumas atitudes práticas reduzem muito o risco:
- Desconfie de contatos não solicitados pelo WhatsApp ou redes sociais que cobrem pagamentos ou informem sobre pendências jurídicas.
- Instituições oficiais não exigem pagamentos via Pix ou transferência por aplicativos de mensagem. Qualquer cobrança legítima vem por canais próprios e documentados.
- Verifique o perfil antes de responder: contas falsas costumam ter poucos seguidores, data de criação recente e fotos genéricas.
- Nunca clique em links enviados por desconhecidos, mesmo que a mensagem pareça vir de uma fonte confiável.
No ambiente corporativo, o risco é ainda maior: funcionários que recebem esse tipo de mensagem no celular da empresa podem ser o ponto de entrada para fraudes financeiras mais graves. Treinar a equipe para reconhecer tentativas de engenharia social é tão importante quanto ter um bom antivírus instalado.
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